Contra derrubada, andreenses vão ‘abraçar’ figueira

Movimento formado em redes sociais fará protesto, na noite desta terça-feira, contra retirada de árvore no Parque Celso Daniel

Um grupo de moradores de Santo André promete causar certa  dor de cabeça à administração do município, na noite desta segunda-feira,  no Parque Celso Daniel.

Cerca de 100 andreenses farão ato no local pedindo a manutenção da figueira centenária, árvore símbolo do espaço. Criado nas redes sociais da internet (facebook), o movimento SOS Figueira do Parque Celso Daniel comprou uma briga com o município após serem informados da possibilidade de retirada da árvore centenária.
“A árvore, mesmo com a tragédia que aconteceu na semana passada, é um símbolo da cidade. O papel da prefeitura é promover a natureza e  nós achamos uma medida equivocada a retirada dela, uma decisão unilateral”, disse o morador Alan Roberto Ferreira, à frente do movimento.

A tragédia a qual se refere Ferreira diz respeito à morte da moradora Leda da Silva Maubrigades, ocasionada pela queda de um dos galhos da espécie, na última quinta-feira (14).

O grupo que fará o protesto se formou no final da semana passada, dias após a morte da moradora. Em protesto à possível retirada da figueira, o movimento programou um grande abraço simbólico na árvore, na tentativa de sensibilizar a prefeitura quanto à retirada definitiva da figueira . “Querem matar outra senhora”, criticou Ferreira.

Para fazer frente às motosserras da prefeitura, o grupo espera contar com o apoio dos demais moradores para barrar o corte da árvore “velhinha”.

“A gente tem ligado para amigos e feito contato com quem possa simpatizar com a nossa ideia. Temos a opinião de que para retirar a figueira é preciso comprovar isso. E se ela está doente é preciso tratá-la”, completou Alan Ferreira.

Segundo levantamento realizado pelo Depav (Departamento de Árvores e Áreas Verdes), logo após a tragédia, a ação de  fungos teria levado à  queda do galho, além da necessidade de retirar a espécie, avariada por inteiro.

Entretanto, a Prefeitura de Santo André afirmou ontem, por meio de nota, que o Comdephaapasa (Conselho Municipal de Defesa do patrimônio Histórico, Artístico, Arquitetônico-Urbanístico e Paisagístico de Santo André) solicitou um laudo desvinculado, via Depav, para ter a certeza da necessidade da  retirada  ou não da figueira. Apesar do pedido, ainda não há prazo estipulado para apresentação do documento. 

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